Câmara de Tupandi rejeita cassação de vereadores

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Por unanimidade, os sete vereadores com direito a voto rejeitaram ontem a noite, quarta-feira, a abertura de processo que poderia resultar na cassação de dois vereadores de Tupandi condenados por compra de voto ainda nas eleições de 2012. Com isso, Renato Francisco Rohr, o “Kebra” (PDT), e Bruno Junges (PP), podem continuar exercendo normalmente o atual mandato pelo qual foram eleitos em 2016.

Até mesmo os três vereadores da oposição, do PTB, foram contrários a cassação. Os vereadores alegaram que a condenação é relativa ao mandato passado e não afeta o atual. E que a própria Justiça não os afastou do atual mandato. Com isso não consideraram que estaria ocorrendo decoro parlamentar. Assim, o processo nem será aberto. Kebra e Bruno, como são partes diretamente interessadas, não tiveram direito a voto.

Caso o processo fosse aprovado, ainda seria formada uma comissão para por até 90 dias escutar as partes, entre vereadores e testemunhas, até que fosse então finalmente votado se os dois vereadores seriam ou não cassados. Em caso de afastamento, assumiriam seus suplentes. Mas como a abertura do processo foi rejeitada, não terá seguimento. Outro vereador eleito em 2012 e que também foi condenado pela Justiça por compra de votos, Renê Paulo Mossmann (MDB), não está exercendo mandato, mas também ficou inelegível.

Guilherme Baptista

Crédito da foto: Jornal Primeira Hora

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