Grande operação no Caí contra o tráfico de drogas

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Uma grande operação acontece na manhã de hoje, sexta-feira, dia 6, em São Sebastião do Caí, contra o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Várias viaturas, policiais e agentes estão cumprindo 9 mandados de prisão preventiva e um de temporária, além de 20 de busca e apreensão.

É uma operação conjunta entre Ministério Público, Polícia Civil e Brigada Militar. Além do Caí são cumpridos mandados na Região Metropolitana de Porto Alegre e em municípios do Litoral Norte como Tramandaí e Torres. Alguns acusados estariam atuando de dentro da Penitenciária de Osório. O esquema criminoso seria comandado por um casal de irmãos.

Ainda foram bloqueadas contas bancárias de 14 investigados e sequestrados cinco veículos, apartamento e duas casas, suspeitos de serem usados para lavagem do tráfico. Também ocorreram buscas no escritório de uma advogada, suspeita de integrar o grupo. Prisões preventivas foram pedidas pelo Ministério Público, que coordena a operação.

Conforme a Promotoria de Justiça, todos os mandados foram expedidos para pessoas com atuação direta no tráfico de drogas, muitas delas já envolvidas em ocorrências com prisões em flagrante – dois investigados permaneceram na atividade criminosa mesmo após presos na Penitenciária Modulada de Osório. O sequestro e bloqueio de bens e valores é necessário por haver suspeita de terem sido utilizados para a lavagem do dinheiro proveniente do tráfico.

Conforme o Ministério Público, a operação, coordenada pela promotora de Justiça Cristine Zotmann, iniciou a partir de investigações sobre a possível participação de policiais militares em associação para o tráfico na cidade, o que, com as provas até então obtidas, não foi confirmado. No entanto, conforme a Promotoria, com o esforço conjunto entre as instituições, foi possível identificar a hierarquização da organização criminosa, que inclui a participação de uma advogada cujo escritório foi alvo de busca e apreensão.

As prisões preventivas foram solicitadas pelo Ministério Público para a conveniência da instrução criminal, para evitar a intimidação de testemunhas e para garantia da ordem pública. Conforme o Ministério Público, a decretação de prisão domiciliar, por exemplo, não evitaria que os criminosos seguissem a atividade de tráfico de drogas, já que suas casas eram utilizadas justamente para essa finalidade.

Não foram divulgados nomes dos presos e nem os locais em que ocorreram os cumprimentos de mandados.

 

Texto: Guilherme Baptista

Foto: Reprodução/Internet

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