Homem que matou ex-mulher e as filhas dela em Bom Princípio será julgado hoje no Caí

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Acontece nesta quinta-feira, 10 de outubro, o julgamento do autor de um dos crimes mais brutais já ocorridos em Bom Princípio e na região. Marcelo Ferreira de Faria, de 50 anos, será submetido a júri popular, a partir das 9h, no Fórum de São Sebastião do Caí, acusado de triplo homicídio por ter matado a ex-mulher e as duas filhas dela.

O crime ocorreu em 22 de março de 2016, quando Marcia Thomé de Faria, de 32 anos, e suas duas filhas, Jaíne, 15 anos, e Jeisse, de 4 anos, foram mortas a facadas no apartamento onde moravam, em Santa Teresinha (Bom Princípio). Na época, o acusado foi preso e confessou o crime, alegando ciúmes. Logo após as mortes ele teria tentado o suicídio, com cortes nos pulsos e deixando o gás aberto.

Assassinatos de Marcia e das filhas Jaíne e Jeisse ocorreu em Santa Teresinha em 2016
Arquivo/FN

A mãe e suas duas filhas foram sepultadas em Tupandi com grande acompanhamento de familiares e amigos. O casal teria tido um relacionamento de três anos, após se conhecer pelo facebook da internet. Após a separação, foi até o apartamento alegando que iria pegar suas coisas. Foi quando cometeu os assassinatos. Inicialmente Marcelo foi recolhido para a Penitenciária Estadual de Montenegro. Depois foi transferido para o Instituto Psiquiátrico Forense, o IPF, em Porto Alegre. E posteriormente para a Penitenciária Estadual de Canoas. O caso de feminicídio gerou grande repercussão, sendo sempre lembrado na luta da violência contra a mulher.

A acusação defende a tese de feminicídio por motivo torpe, ou seja, por ciúme, além de meio cruel, com sofrimento e mediante traição, já que as vítimas confiavam que ele não lhes faria mal e por isso o deixaram entrar no apartamento para pegar suas coisas. Caso seja condenado, está sujeito a uma pena entre 12 e 30 anos de prisão por cada uma das mortes. Familiares e amigos das vítimas planejam uma manifestação por volta das 8h da manhã, em frente ao Fórum do Caí, pouco antes do início do julgamento, pedindo por justiça.

Texto: Guilherme Baptista

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