Perdas na agricultura chegam a R$ 3 bilhões devido à seca

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Ainda tentando enfrentar os danos causados pela estiagem que castiga o Rio Grande do Sul, o governo do Estado estima que seguirá assim pelo menos até o fim do mês, intensificando a condição de alerta. A ausência de chuva nas últimas semanas e a previsão de tempo seco na maior parte de Abril contribui para esse cenário pessimista.

Vários municípios já decretaram situação de emergência em razão dos prejuízos causados pela escassez de chuva. Poucos foram os dias de precipitação registrados em muitos municípios do estado, com registro de chuvas de forma muito irregular e muitas vezes, concentradas em curto período de tempo, e que pouco contribuem em situações de déficit hídrico severo.

O agronegócio do Rio Grande do Sul chega a este momento com um cenário nem de longe previsto no início da safra atual. A promissora colheita histórica de grãos foi minguando à medida que a chuva se tornou escassa e mal distribuída no Estado.

A falta de água está causando grandes prejuízos na cultura do milho, as plantas estão na fase de pendoamento e embonecamento (período que coincide com o máximo índice de área foliar), esta é a fase com maior demanda de água durante o ciclo de desenvolvimento.

A restrição de água e a baixa umidade relativa do ar podem prejudicar a polinização, formando espigas deformadas que irão afetar o componente de produtividade: número de grãos/espiga.

A estiagem no Rio Grande do Sul está fazendo com que poços artesianos e açudes sequem em diversas regiões do estado. Muitas cidades estão perfurando poços e ampliando as redes de distribuição de caixas d’água para atender a população.

Na Serra, o prejuízo nas lavouras de milho e soja chega a R$ 650 milhões. Além das perdas, os moradores também se preparam para o risco do racionamento de água.

Em Garibaldi, a única barragem que abastece a cidade está com menos de um metro de altura, desde novembro do último ano. O município decretou situação de emergência, e quem for flagrado desperdiçando água pode pagar uma multa de mais de mil reais.

A Emater estima perdas na agricultura de cerca de 20% da produção de frutas como uva, pêssego, maçã e figo. Na safra de milho o número aumenta para 35% e na de soja para 33% de perda.

Alguns produtores precisam recorrer ao Seguro Rural, do Ministério da Agricultura. “Para que ele acesse esse seguro ao identificar perdas, deve comunicar imediatamente o banco, que comunica a Emater, para que vá até a propriedade e avalie as perdas que o produtor está tendo”, explica a gerente regional da Emater de Caxias do Sul, Sandra Dalmina.

A água é o nosso recurso mais precioso. Mas à medida que a população cresce, aumenta também a demanda por esse recurso. Comprometendo diretamente o meio ambiente e afetando o clima global.

Precisamos reforçar a necessidade de usar esse recurso com mais responsabilidade.

 

César Moreira

Foto: Reprodução/Internet

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